segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SUTILMENTE (Skank)

(ps: a música cantada está no blog "Chá de Sachê" )


E quando eu estiver
Triste
Simplesmente
Me abrace
E quando eu estiver
Louco
Subitamente
Se afaste
E quando eu estiver
Fogo
Suavemente
Se encaixe...

E quando eu estiver
Triste
Simplesmente
Me abrace
E quando eu estiver
Louco
Subitamente
Se afaste
E quando eu estiver
Bobo
Sutilmente
Disfarce...

Mas quando eu estiver
Morto
Suplico que não me mate não
Dentro de ti
Dentro de ti...

Mesmo que o mundo
Acabe enfim
Dentro de tudo
Que cabe em ti (2x)

sábado, 20 de novembro de 2010

Numa noite dessas

Numa noite dessas, sonhei com você
Sonhei que você me perdoava e que eu te perdoava.
Sonhei que você me defendia e que eu sentia algo de bom por você de novo.
Mais, quando acordei, fiquei feliz por ser apenas um sonho. Eu não posso voltar a ter tua amizade, por que sua presença me faz mal. Perto de você eu sinto raiva, ódio e angústia, por que todo o mal e injustiça que você fez comigo e com nossas "irmãs" me vem a cabeça, quando você está por perto.
Então, para me manter sã e em paz, tenho que me manter longe de você pois assim, manterei em mim todas os momentos bons que vivemos nesses últimos anos. Longe de ti, manterei intactas as viagens, as festa, jantares e as nossas conversas.
Com você eu era cega, ingênua e tola, era boba e infantil. Por isso eu fico feliz por ter acontecido tudo o que aconteceu, pois assim eu abri meus olhos e passei a ver coisas que não via! Depois de tudo, eu passei de roxo a vermelho, do que eu gostava, do que eu amava participar, não vi mais sentido, mais lógica em fazer aqueles rituais tolos e repetitivos! Não quero mais!
Lembrar de você me faz mal! Quero te esquecer!
Você foi uma amiga? Não sei! tenho dúvidas se você sempre foi desse jeito, boazinha para envolver as pessoas, ou a situação te deixou assim! Não confio mais em vocês! Pois é o que eu vi! que você é assim para conquistar as pessoas, e quando não servimos mais você joga fora!
Te quero longe de mim! Não quero sonhar com você, pois isso é pesadelo!
Quero esquecer tudo, pois uma lembrança leva a outra.


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Quase um auto-retrato

Auto-retrato (Leandra-Macabea)
Esta manhã, quando eu estava indo para a escola, ao me olhar no espelho externo, vi uma pessoa.
Essa pessoa era eu, mais ao mesmo tempo não era. Era alguém estranho, com olheiras, triste, preocupada. De fato, estava preocupada. Mais não me via. Eu via Macabea, como tantas outras vezes eu vejo, eu era Macabea, eu era Leandra, eu era e sou ninguém. Muitas vezes tenho a sensação de ser vista como Macabea, ou melhor, de não ser vista, nem respeitada, nem lembra, nem.. vista. Naquele momento me deu vontade de desenhar! Mais não, deixe para depois Leandra-Macabea, deixe para depois... Depois, na aula de Geografia, enquanto o Hugo falava de pobreza, eleição, motivos e legalização de drogas, eu desenhei, desenhei e me libertei daquele instante. Mais parte de mim ainda é Macabea e parte dela ficou no desenho...
Poucas vezes eu consigo ter inspiração para desenhar, mais quando sai! Me sinto livre....


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Um homem

Um homem.
Uma mulher.
Uma pracinha.
Um casamento.
Duas filhas.
Um filho.
"Amigos".
Sucesso.
Riqueza-interesse-Fim.
Dúvidas.
Uma arma e um travesseiro.
Fúria.
Bebida.
Cigarro.
Mulheres.
Netas. (a botina).
Doença.
Dependência.
Crise.
Acidente.
Uma noite de esperança e alegria, vista num homem
Que nunca havia sido visto daquele jeito estando lúcido.
Uma filha, esperança morta.
Fala do marido: " Meu bem, o seu pai estava bem hoje, né? eu nunca tinha visto ele daquele jeito, conversando conosco tão alegre. Eu fiquei feliz."
Fala da esposa:" Eu não."

O que levou O Homem a fazer o que fez, não se sabe. Pode ter sido sua esposa, os amigos ou algo da infância. Mas, apesar de todo o feito, ele te sua família. Tem a Deus, basta abrir o olhos e seguir a vida, forte.
A resposta, Vô, está na sua cabeça, na Sua cabeça...


terça-feira, 5 de outubro de 2010

O incêndio de cada um

Cada um tem um momento, um gesto, um ato em que se individualiza e brilha. Nisto nos parecemos com os animais e peixes ou quem sabe com as nuvens. Animais e peixes tem isto: tem trejeitos raros e sedutores, cada um segundo sua espécie. Até as nuvens, como eu dizia, tem o seu momento de glória.

Uma vez vi um pintor em plena ação, pintando. Meu Deus! O homem era um incêndio só, uma alucinação. Sua respiração parou, ele praticamente bufava, parecia mais um cavalo de corrida, indômito, indócil. E sua face vibrava, havia febre nos seus gestos. Era uma erupção cromática, um assomo de formas e volumes.

Então é disso que eu estou falando. Dessa coisa simples e única, quando o que um tem de mais seu relampeja a olhos vistos. Quando isto se dá quebra-se a monotonia e o indivíduo se transcendentaliza.

Isto é o que importa: o incêndio de cada um. Cada qual deve ter um jeito de deflagrar sua luz aprisionada. As flores fazem isso sem esforço. Igualmente os pássaros. Todos tem seu momento de revelação. É aguardar, que o outro alguma hora vai se manifestar.

Affonso Romano de Sant'Anna



É isso que eu sinto, e meus pais não entendem!
Ninguém entende.
Eu não farei uma coisa com dedicação se eu não amar aquela coisa!
Lee

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Obscena Senhora D.

Às vezes parece que tudo se volta para um mesmo assunto.
Essa ultima vez, foi a morte.
Primeiro uma aula sobre Manuel Bandeira.
Depois a indicação desse livro, "A Obscena Senhora D." de Hilda Hilst. Onde a narradora-personagem, Hillé, após a morte de seu amante, Ehud, senta no vão da escada de sua casa e passa a refletir sobre a morte de Ehud, sobre ele, sobre seu pai, sua vida e a busca pelas suas perguntas sobre Deus. Com uma linguagem bem modernista o livro é de difícil leitura, mais atenção, eu e livro nos tornamos um só, de tão intensa e necessária a leitura.
Em seguida, avo, mae...
mais tudo passa, no quase, passa.... passou, por enquanto...
mais, fica a indicação, para quem quiser mergulhar na enlouquencia de Hillé, seu equilíbro e desequilibrio, suas máscaras, nudez, amor...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Morte

A aula de literatura sobre Manuel Bandeira também me inspirou, e naquele dia, eu muito refleti sobre o assunto. O que eu faria se eu soubesse que eu morreria logo?
Primeiramente, eu não contaria a ninguém, não gostaria de que as pessoas "sofressem" ou fingissem, não, além de ser algo extremamente difícil de se dizer a alguém: "Eu vou morrer amanhã".
Acho que eu faria de tudo para ver as pessoas que eu amo, felizes, por que eu adoro ver pessoas felizes e satisfeitas, e me asseguraria de tudo permanecerá bem.
Esse é o lado ruim da vida, a morte. É lógico que todo mundo vai morrer, mais a perda é difícil. Como será acordar e não ver mais a pessoa que ama ao lado? Não ter mais a mãe , a irmã, ou algum amor? Por isso, eu ficaria feliz se não tivesse nenhum amor, pois eu não levaria dor a alguém, ficaria feliz por não ter filhos, pois assim eles não cresceriam sem mãe. Mais, deve ser perturbador, dormir e não saber se vai acordar no dia seguinte, não saber se viverá para ter filhos, amar, viver!
Isso é tão estranho que me divide, aproveitar ou não o tempo que resta. Mas, que tempo? não sabemos quanto tempo resta. E mesmo assim as pessoas não aproveitam suas vidas, elas vivem para o sistema, alimentadas e criadas por ele.
Por mais que eu saiba que eu não tenho uma doença sem cura, eu não aproveito minha vid. Não leio o que quero, não faço o que quero, não digo o que quero; seja por medo, por vergonha, ou por respeito. Portanto se eu morresse amanhã, morreria sem realizar os meu desejos, sem experimentar coisas, sem viver!
Esta intensa reflexão, me lembrou muitos episódios relacionados ao título desse "texto". episódios que talvez um dia eu escreva aqui. São episódios que são os motivos pela minha repulsão à cemitérios e enterros.
Quem sabe um dia... será que chegará?